projeto

Biblioteca Virtual

Eduardo Nagai
São Paulo/SP

Eduardo nasceu em São Paulo, dia 18 de dezembro de 1980. É membro titular do Clube dos Escritores de Piracicaba e publicou recentemente o livro "O Suspiro das Sombras" pela Editora da Câmara Brasileira dos Jovens Escritores. Tem poesias publicadas em diversas antologias.

eduardonagai@zip.net
www.geracaopoesia.meublog.com.br


Poesia incluída no 6º volume do Painel Brasileiro de Novos Talentos.
















Eduardo lançou recentemente o livro O Suspiro das Sombras.

Veja mais detalhes no nosso Painel de Lançamentos




Um ponto qualquer no deserto


Areia, areia e areia
Areia é tudo que vejo
Já estou cansado
Eu ando já há mais de uma semana
E não chego a lugar nenhum
Só vejo: areia, areia e urubu
Ando mais um pouco
Avisto água
Começo a correr
E pulo
Caio de cabeça na areia
O que está fazendo aquele urubu?
Me encarando
Com aqueles olhos de morte
Acha que vou morrer?
Ah, mas eu não me importo
Continuo a andar
Passei por Fabiano
Tempo atrás
Mas não chego a lugar nenhum
Tô começando a sentir fome
Tô começando a sentir sede
Tô sentindo tudo
Calafrio, desespero
Só de ver o...
Urubu, areia e areia
Passou! Tudo passou
Agora não sinto mais nada, nem vida.




Outros poemas de Eduardo Nagai:

Pintura de Mulher

Tu és! Tu és
Uma pintura de mulher
Teus traços banhados a ouro
Sem um erro sequer
Vivemos caçando tesouro

Seguimos mapas e teus passos
Teus olhos e abraços
É a riqueza que ilumina delirando
Com tua alma valiosa passando

Mas a cada segundo empobrecendo
Pois a riqueza um dia acaba
O sentido destes versos se perdendo
Caímos mortos em uma cilada

A cilada da tua beleza
Da tua pintura íntima embriaguei
No vício dos teus lábios saíste ilesa
Por tuas palavras de amor supliquei
A cada instante da vida que passa
Penso somente em tua pintura
Nos traços de teu corpo que alastra
Toda a beleza e toda a formosura


Primavera

Sinto o perfume suave da primavera
O mundo prepara sua chegada
Sementes germinam a nova era
O inverno se foi sem deixar pegada

Ah! No belo amanhecer florido
Borboletas traçam seu vôo majestoso
Anjos soltam nas flores seu cupido
Bebendo o doce néctar delicioso

A chuva faz um poeta chorar
Mas são lágrimas de alegria
Que consolam minha sereia do mar
E o alívio que o vento trazia

Versos fluem na seiva de um lírio
Suspiros surgem das pétalas das rosas
O canto do canário dá-me alívio
Sorrisos consertam almas sinuosas

O sinistro uivado da lua bela
Anuncia a chegada do verão
Quer dizer que acabou a primavera
Mas que ficará guardada no coração


[ Página inicial ] [ Biblioteca ] [ Painel de lançamentos ]